A área de tecnologia ainda precisa aumentar a diversidade e inclusão. Isso porque precisamos de pessoas diversas desenvolvendo as soluções que a sociedade precisa. Caso contrário, teremos soluções soluções parecidas, para as mesmas pessoas.

Alguns dados mostram isso. Por exemplo, trazemos a pesquisa “Quem Coda o Brasil?” (ThoughtWorks e PretaLab, 2019). A pesquisa foi realizada nas equipes de tecnologia do país e ressaltamos alguns achados.

21% não têm mulheres;
– 32,7% das equipes não têm nenhuma pessoa negra;
– 95,9% das equipes não há têm pessoas indígenas;
– 50,4% das pessoas disseram não haver orientação diferente da heterossexual no trabalho.

Além disso, no aspecto de inclusão de pessoas com deficiência, a disparidade é maior: em 85,4% dos casos, não há nenhuma pessoa nesta condição na equipe.

Pesquisa feita pela Stack Overflow (2021) com 80 mil usuários, mostra que, das pessoas que desenvolvem, aproximadamente 1,6% não vê ou têm dificuldade de visão, 0,7% tem alguma deficiência auditiva, e 0,3% de locomoção.


Inclusão no EBANX

Falamos em diversidade e inclusão porque os dois conceitos andam juntos. Mas pra gente diferenciar a inclusão, isto é, garantir que as pessoas estejam realmente integradas no ambiente e com capacidade de exercer seu máximo potencial.

Não adiantava ter um esforço de contratação voltado para a diversidade, se não estivéssemos preparados para receber todos esses novos ebankers de uma forma inclusiva para que eles pudessem se sentir em casa neste novo ambiente. E muitas vezes não estávamos preparados neste sentido.


Profissionais programadores do EBANX

Por isso, queremos dialogar melhor sobre o assunto. Por isso, convidamos programadores cegos do EBANX para compartilhar relatos sobre a experiência com a gente.

Para começar, Rui Kelson, Software Engineer Assistant, compartilha seu relato.

Rui Kelson

Entrevista

Oi! Me chamo Rui Kelson, e eu diria que minha experiência começou logo na entrevista.

Eu tive o prazer de conversar com Rodrigo Pereira [Software Engineering Manager no EBANX], e outras duas pessoas da empresa. Desde o começo, as três pessoas me deixaram super à vontade.

Posso dizer que uma das coisas que me chamou a atenção, e que eu gostei bastante, é o fato deles me tratarem super naturalmente. Fui tratado como tratariam qualquer outra pessoa sem deficiência.

Além disso, quando comecei pude contar com um suporte muito grande e preciso, nas coisas que eram visuais. Isso porque, a equipe de onboarding tomou um cuidado especial nas adaptações de dinâmicas, na descrições de imagens, quando preciso.

Referência no escritório

“Estive na sede mais uma vez antes de começar de fato, e desta vez, foi ainda mais especial, porque, além da pessoa que viria a ser meu team leader, o Rodrigo, pude conhecer a estrutura da empresa.

Nessa visita, fui conduzido por uma pessoa que também possui deficiência visual, o Marlon [Software Engineer SR no EBANX].

Isso teve uma relevância fundamental, pois ele pode me mostrar os ambientes, passando referências que para nós, são fundamentais na hora de se localizar no ambiente.

Por fim, termino meu relato dizendo que a forma como tudo foi conduzido no EBANX foi maravilhosa.

Diversidade em Engenharia de Software do Code Your Way:

Quer saber mais? Dê o play e aproveite a conversa sobre dificuldades, avanços, ferramentas práticas e responsabilidades das empresas e das lideranças.

Veja também: inclusão em Customer Experience

Outra ebanker que compartilha o relato sobre a sua experiência no EBANX é Laura Kaiser, Customer Experience Analyst JR. Ela fala especialmente sobre como o diálogo com a equipe promoveu transformações para um ambiente mais inclusivo.

Laura Kaiser

Começo

“Entrei no EBANX no dia 25 de novembro de 2019, passei por um treinamento de uma semana, onde pude conhecer mais do EBANX e receber ajuda técnica para me sentir mais preparada para entrar na minha área, o Customer Experience (mais conhecida como o CX).

Assim, logo nesse começo, pude notar a preocupação do EBANX em fazer com que tanto eu quanto meus colegas fossemos bem recebidos e tivéssemos todo o apoio necessário para trabalharmos com mais autonomia dentro da empresa.

Ao chegar no CX, minha preocupação com o cargo que exerceria já foi nítida. Era um mundo novo para mim, que, além de nunca ter atendido na vida, precisaria lidar com questões bem visuais (como prints e fotos), o que dificultaria ainda mais todo o processo. Apresentei minhas inseguranças para os meus líderes e colegas mais próximos, que se mostraram bastante compreensivos e a par de toda a situação.

Trabalho em equipe

Foi um longo processo, trabalhamos em equipe a fim de encontrar  sempre a melhor forma para que eu me desenvolvesse e realizasse os atendimentos da melhor forma possível.

Além disso, recebi muito apoio de todos os meus colegas e frequentemente realizava reuniões com o meu supervisor e o coordenador do time, que sempre fazia questão de saber se eu precisava de mais alguma coisa para facilitar durante o trabalho.

Fui adquirindo mais segurança à medida que ia conhecendo toda a equipe e pessoas de outros times. Passei a criar mais coragem para expor minhas dificuldades e propor soluções que pudessem melhorar o trabalho. Levou tempo, mas construímos juntos esse espaço de inclusão e acessibilidade.

Adaptações

Passei por todas as células do time, sempre procurando aprender e conhecer um pouco mais de cada uma para dominar mais os procedimentos. Hoje, todos os artigos internos com os nossos procedimentos possuem descrição de imagem trabalho que foi desenvolvido com o time de treinamentos, qualidade e procedimentos do CX, recebi e ainda recebo muita ajuda de todos os meus colegas na leitura dos prints, mas sempre buscando a autonomia, por exemplo, posso convertê-los em texto, na hora de realizar o atendimento.

Não foi fácil, mas posso dizer que hoje o CX é um lugar muito mais acessível para se trabalhar, tudo graças ao interesse e a boa vontade de toda a equipe. Porque ser inclusivo, não se trata somente de receber uma pessoa com deficiência dentro do time, se trata de possibilitar com que essa pessoa possua as ferramentas necessárias para trabalhar com autonomia.

Além disso, entender que não faz diferença ela ser cega, surda ou ter qualquer tipo de dificuldade. Quando isso fica bem entendido, damos abertura para que ela cresça como pessoa e se desenvolva como profissional, independentemente da dificuldade que tenha.”

Aproveite para saber mais sobre a cultura de engenharia do EBANX. Se você se identificar com a nossa cultura, venha fazer parte do nosso time de tecnologia! Temos diversas vagas abertas, inclusive vagas afirmativas para mulheres e para pessoas com deficiência.